Infiltração demoníaca na Igreja. Sob Nova Direção, de Ubirajara Crespo

Infiltração demoníaca na Igreja. Sob Nova Direção, de Ubirajara Crespo de Editora Naós

Por: Editora Naós  05/10/2009
Palavras-chave: livros evangélicos, Editoras Evangélicas

ATOS PROFÉTICOS - ENTREVISTA FEITA COM UBIRAJARA CRESPO

autor do livro Sob Nova direção

-Quem é profeta?

Resposta: Profeta é aquele que fala a respeito dos desígnios de Deus, sejam eles bons ou não aos olhos de quem ouve. Os profetas do antigo testamento, não eram engajados ao sistema religioso da época, por isto não sofriam pressão corporativa. Os profetas engajados falam o que o sistema espera que eles falem, assim como ocorria com os profetas de Jezabel, que comiam à sua mesa. Um bom profeta não cede diante de pressões e não se sente obigado se sente agradar a ninguém. Seira um grande desastre um profeta de rabo preso.

- O "ato profético" pode ser considerado uma ação que tem como finalidade trazer a liberação do poder de Deus por meio da fé sobre determinada circunstância, como, por exemplo: fincar estacas na cidade, simbolizando o domínio de Deus sobre o território; ungir bandeiras e mapas; tocar o shofar; celebrar festas; lançar ou espalhar sal em pontos estratégicos. Em sua opinião, o que representam estes atos?
Resposta: Creio que a Igreja está apontando suas armas na direção errada. Ao invés de procurar demônios debaixo das bananeiras, precisamos conquistar o coração das pessoas, pois é de lá que procedem os maus desígnios, como disse o próprio Jesus.Não existe nenhuma ordem explícita nas Escrituras para realizarmos tais atos e ainda não foi encontrado nenhum precedente bíblico, ou seja, personagens neotestamentários flagrados fazendo tais coisas. Se alguém me mostrar um versículo que afirme que o toque do shofar traga alguma influência espiritual, eu me rendo.O valor destas manifestações são apenas simbólicos e enquanto forem tratadas desta forma, não tenho nada contra, pois pode ser criada uma oportunidade de ensino e meditação. Sem santidade e compromisso com a palavra de Deus não há conquista. Eu jamais dedicarei meu tempo para conquistar postes, bandeiras, mapas e coqueiros. Quero conquistar corações.
 
Além das atitudes, a palavra proferida também é vista como um "ato profético", que influencia o mundo espiritual. Qual a sua opinião a esse respeito?
Resposta: Quando os participantes destes atos proféticos usam seus lábios para proferir bênçãos hoje e amanhã maldições, o ato fica seriamente comprometido.De que adiante participar hoje de um ato profético, se amanhã for insensível com minha esposa, depois de amanhã gritar com meu empregado e na semana seguinte der uma fechada em alguém no trânsito. Quando nossos lábios são purificados pelo fogo do altar de Deus, a bênção ocorre até mesmo sem que participemos de nenhum ato oficial.Quando Paulo manda o povo levantar mãos santas, a ênfase está na santidade das mãos e não no levantá-las. Como posso levantar para Deus a mesma mão que pegou o que não deveria ter pego?

- Têm sido também resgatados símbolos presentes no Antigo Testamento, como o candelabro, chifres, shofar, e vestimentas, como: o quipá, representando a proteção de Deus sobre o homem, roupas sacerdotais. Em sua opinião, o que esses instrumentos e vestes representam para a igreja?
Resposta: Para a Igreja estes objetos veterotestamentários são de valor simbólico. Objetos não emanam poder. O poder é emanado através da única habitação do Espírito Santo na Terra, que somos nós, desde que sejamos uma habitação digna.

- A ceia do Senhor pode ser considerada um "ato profético", no sentido de ter antecedido um acontecimento já profetizado? Por quê?
Resposta: A ceia do Senhor olha para o passado e para o futuro. Ao olharmos para o passado vemos, incentivados pelos elementos, o salvador que deu sua carne e sangue por amor de nós. Incentivados pela recomendação de que devemos fazer isto até que ele venha, olhamos para o futuro, o vemos como o Rei que virá implantar seu reino eterno.

- Qual o propósito bíblico da unção com óleo?
Resposta: Somente mostrar que um cristão consagrado passou por ali. O óleo em si não tem valor algum, o poder é emanado por quem o passou. O Antigo Testamento especifica o uso do óleo ungido em ocasiões muito específicas. Entre elas a consagração de locais, pessoas, e utencílios do Templo. O Novo Testamento amplia o uso do óleo durante uma oração por enfermos (Tiago 5). A religiosidade moderna banalizou o uso do óleo da unção. Neste folclore evangélico ele é usado para afastar mal olhado, olho gordo, encosto, pobreza, imunizar contra ataques demoníacos, para unções penianas, vaginais, umbilicais e para o que mais aparecer.
Ubirajara Crespo Editora Naós-

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