Quando devo procurar um fonoaudiólogo para o meu filho?

Por: Consultório de Fonoaudiologia Elizangela Salles  28/10/2015
Palavras-chave: reforço escolar, Acompanhamento Escolar, Dislexia

Quando devo procurar um fonoaudiólogo para meu filho? Esta é uma pergunta muito frequente e comum dentro dos consultórios médicos. Na maiorias das vezes as crianças que não balbuciam ou vocalizam nada até um ano de idade despertam aos pais certa preucupação pela ausência das primeiras palavrinhas como mamãe e papai que surgem por volta desta idade. E a comparação com outras crianças torna-se inevitável pois sempre existe uma criança na família, ou um filho de uma amiga que já vocaliza alguns sons.É muito importante entender que cada criança tem o seu ritimo esperado e o fator estimulação interfere de maneira preponderante no aprendizado de fala da criança. É importante observar os sinais que as crianças apresentam desde os primeiros meses de vida. Quando sua criança apresentar um comportamento muito intimista, com falta de interesse para os sons e não procurar a fonte de algum barulho durante as brincadeiras, ou não procurar o barulho da chave, a porta fechando ou a voz do adulto, sua criança pode apresentar alguma alteração auditiva que deverá ser devidamente avaliada com exames específicos de audição. Atualmente muitas maternidades realizam o teste da orelhinha que é realizado nos primeiros dias de vida da criança, este exame consegue detectar perdas auditivas de maneira a auxiliar em um diagnóstico e tratamento precoce, minimizando de maneira satisfatória as intercorrências das alterações auditivas. Mas se sua criança não realizou este exame ao nascer você pode solicitar ao pediatra uma avaliação audiológica e este achando necessário, irá encaminhar a criança para exames específicos. As crianças que apresentam fala restrita de vocabulário até aos dois anos, também merecem atenção. Estas por sua vez falam; porem seu vocabulário é restrito, pobre, desconexo e mau aplicado. Na maioria das vezes são crianças muito agitadas ou muito retraídas que apresentam dificuldade para expressarem o que querem e utilizam da expressão gestual, como apontar o que querem e evitam a fala. Estas crianças quando não compreendidas podem apresentar comportamento agressivo, choro e intolerância no convívio social, podendo ainda apresentarem atraso motor e alterações neurológicas. As crianças que apresentam recidivas de otites de repetição, inflamações de garganta, adenoide,dificuldade para alimentar os sólidos apresentando engasgos de repetição merecem atenção especial. Se você ainda observar que sua criança evita o contato visual com você e outras pessoas, não socializa-se com outros coleguinhas, grita e chora evitando a fala, procure um fonoaudiólogo para melhor orientá-lo e não deixe de levá-lo ao pediatra para as devidas indicações clinicas. As crianças que apresentam também dificuldade em se interessarem por brincadeiras em grupo e preferem a televisão ou brincarem sozinhas merecem atenção quanto ao seu comportamento social, que irá interferir de maneira direta no processo de fala. Quando sua criança apresentar uma fala com trocas de fonemas e persistindo por um período trocando por exemplo o fonema /r/ pelo /l/ e dizendo balata ao invés de barata ele deve ser avaliado por um fonoaudiólogo que irá apresentar um diagnóstico preciso sobre esta alteração. As gagueiras são comuns de acontecer na primeira infância e as consideramos como fisiológicas e tendem a desaparecer em um curto espaço de tempo; podendo em alguns casos apresentarem recidivas. Mas as gagueiras patológicas que persistem por um longo tempo e fazem com que as crianças apresentem grande tensão ao falar e muita timidez estas devem ser avaliadas e tratadas pelo fonoaudiólogo. Em casos de dúvidas quanto a produção de fala do seu filho procure um fonoaudiólogo para melhor orientá-lo.

Palavras-chave: Acompanhamento Escolar, dificuldades de aprendizagem, Dislexia, reforço escolar

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