NBR 5419: Vem aí uma nova norma para aterramento SPDA

Por: ETIMBORGES  21/09/2011
Palavras-chave: Para Raios, Adequação de Para Raios, instalação de para raios

A norma de proteção de estruturas contra descargas atmosféricas (NBR 5419) está prestes a passar por uma significante modificação. A norma, que já passou por três revisões desde sua primeira versão, publicada em 1977, tende cada vez mais a se aproximar do conteúdo da norma na qual é baseada, a IEC 62305. Para isso, a cada nova atualização da norma internacional, o grupo de estudo se reúne para rever conceitos e adaptar a norma brasileira. A preocupação com a adequação dos pára-raios das edificações não acontece por acaso. O Brasil é campeão de descargas atmosféricas no mundo, contabilizando 60 milhões por ano. E mais: segundo estudos do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), a incidência de descargas atmosféricas no País deverá ficar acima da média em 2008. Os fenômenos naturais, provocados pelo acúmulo de cargas elétricas em regiões localizadas na atmosfera, ainda são responsáveis por prejuízos na ordem de R$1 milhão todos os anos, do qual R$600 mil correspondem ao setor elétrico, segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). (Confira reportagem completa sobre descargas atmosféricas na revista GTD, edição 23, pág. 34). Estudar medidas que aperfeiçoem o funcionamento dos Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e protejam edificações e as pessoas que estão dentro delas são os objetivos da comissão de estudos que elabora a revisão da NBR 5419. O novo documento deverá entrar em vigor em 2009, segundo estimativa do membro da Comissão de Estudos (CE) que avalia a revisão da norma, o engenheiro mecânico eletricista, diretor da Encontre Engenharia, Duílio Moreira Leite. Porém, a eficiência da norma na prática ainda esbarrará em uma dificuldade enfrentada pelas principais normas do setor elétrico: a falta de fiscalização, que é responsabilidade da prefeitura de cada município. Contudo, não há pessoal suficiente e com conhecimento técnico para fazer esse tipo de vistoria. Prova da ineficiência da fiscalização é o fato de a instalação de captores radioativos, considerada crime desde 1993, ainda ser comum. “Em um passeio pela cidade de São Paulo é possível mostrar pelo menos 15 captores radioativos. Isso dentro do carro, apenas olhando as instalações”, assegura o secretário da Comissão de Estudo (CE) 7410, do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei), que participa da elaboração da nova versão da NBR 5419, o engenheiro eletricista e diretor da Guismo Engenharia, Jobson Modena. Algumas cidades possuem órgãos destinados para esse tipo de averiguação. Em São Paulo, por exemplo, tal responsabilidade é delegada ao Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) que, por sua vez, atribui a fiscalização para as subprefeituras, que também não possuem equipes especializadas. Em algumas cidades a fiscalização fica por conta do Corpo de Bombeiros, que nem sempre passa por treinamento específico para avaliar as instalações, o que reduz esse trabalho ao posicionamento sobre a existência de documentação emitida pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), informando a existência do sistema de proteção contra descargas atmosféricas. Além disso, alguns Estados e municípios optam por criar Leis municipais, que reafirmam o que está explicito no Código de Defesa do Consumidor (lei federal) e na Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho (NR-10). São Paulo (SP), Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA) e Vitória (ES) são exemplos de cidades que adotaram Leis nesse sentido.

Palavras-chave: Adequação de Para Raios, ART PARA RAIOS, instalação de para raios, Montagem de Para Raios, Para Raios,